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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vocabulário feminino



Se eu tivesse que escolher uma palavra- apenas uma -para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar.


Depois de infinitas conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho.Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.


Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna.


Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas, sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes - isso, sim, faz bem para a pele.


Para a alma, então, nem se fala.


Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.


E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio.


Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia - não importa -e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.


Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir. Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças,marque um encontro com aquela amiga engraçada - faça qualquer coisa, mas ria.


O riso nos salva de nós mesmas,cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.


Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alfaces seu chá verde sozinha.


Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir.



Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia.


E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar.



Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere...sonhar é quase fazer acontecer.


Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares.


A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.


E, por último, risque do seu Aurélio a palavra perfeição.


O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites.


Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil.


Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são mulheres imperfeitas.E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres.


Viver não é fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem, a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.
Leila Ferreira-Jornalista.

24 comentários:

  1. Maravilha de texto!
    o problema de nós mulheres é que nos cobramos muito!
    Melhor viver e deixar acontecer, com classe!
    Bjossss

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  2. oi ana gostei vou tentar aplicar isso na minha vida,não tenho muitas amigas no meu cotidiano mais as poucas que tenho valem muito,as vezes agente tem que desencanar das coisas mesmos, sermos nós mesmas bjs...

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  3. Olá Ana,
    Quem primeiro entrou no seu blog, foi meu companheiro, gostou e me recomendou. Gostei muito também esta postagem é maravilhosa eu já sou descomplicada por natureza.
    Um abraço,
    Dalinha, (também cearense)

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  4. Que texto comprido. Li, não.
    Já me arretei hoje quando descobri que a NALVA inventou a farsa.

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  5. Oi Ana, texto maravilhoso, adorei. Bjocas.

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  6. Oi Ana, adorei o texto, nos faz dar aquela pausa pra avaliarmos algumas situações e o nosso dia a dia. Obbrigada por compartilhar. Beijussss.

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  7. Minha querida!
    Texto ótimo e bastante oportuno...
    Preciso ler novamento refleti-lo
    e tentar aplicar em minha vida.
    Obrigada pela partilha!
    Abraços! Uma tarde abençoada pra ti.

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  8. Adorei o post...eu tento viver desta forma e posso dizer que a bagagem esta bem mais leve.

    Bjão

    Andreia lica
    andreiarenovandoereciclando.blogspot.com

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  9. Esta belezura de mulher(a Leila Ferreira) é da minha terra.Sou muito tiete dela. Se tiverem oportunidade, não deixem de ler os livros que ela escreveu.Obrigada por compartilhar conosco.Bjus

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  10. Oi,amiga Ana,
    você trouxe para o blog um texto que é uma verdadeira aula do bom viver. Obrigada por ter sabido pinçar pra nós esta reflexão, que a maioria tem ci~encia disso,mas não aplica.
    Beijos

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  11. Oi Ana,
    Que palavaras sábais.Gostei tanto do texto que qualquer hora vou por no meu blog também.Vale a pena ser divulgado.
    Bj,
    lylia

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  12. Lindo texto, Ana! É pra guardar, ler e reler muitas vezes! Tô com saudades de vc! Bjs!

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  13. Adorei o texto! Ótimo para reflexão...

    Bjss e uma maravilhosa noite!

    http://toutlamour.blogspot.com/

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  14. texto bacana.. ah, se fôssemos assim!
    Bjs!!!

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  15. Olá, Ana Maria!
    Que texto fabuloso.
    Deveria ser encaixilhado e colocado em lugar de honra no nosso espaço, de modo a podermos dar-lhe, de vez em quando, uma olhadela.
    Perfeito.
    Beijo,
    Nina

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  16. Oi Ana,
    amo ler os textos que vc posta aqui. São realmete edificadores.

    Beijos e tenha um ótimo final de semana.
    http;//ursulinodecor.blogspot.com/

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  17. Nossa, que texto maravilhoso!
    Amei realmente!
    Nós mulheres precisamos parar de nos cobrar!
    Beijos
    Giovanna

    http://gicorreaa.blogspot.com/

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  18. Taí um bom texto que merece uma reflexão mais profunda para um final de semana rotineiro! maravilhoso; bjs

    Dolly

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  19. Oi, Ana!
    Que texto bacana e bonito!!! Dorei ler!

    Mas, bem, vim te convidar pro SORTEIO de uma ALMOFADA da ALUADA no meu blog (exBlogArte).
    Bora lá participar!!!
    Beijins,
    Andrea

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  20. que bacana esse post. realmente, o segredo é simplificar. e o mundo cobra demais das mulheres, pq no homem "tudo é charmoso" e na mulher é feio né. isso tá mais que errado e está na hora de mudar.

    bom domingo pra vc, querida Ana! bjs

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  21. Ainda não consegui descomplicar, parece até que complico cada vez mais e a cada dia me vejo pior... mas nunca é tarde para aprender... A minha bagagem sinto muito pesada... tento, tento mesmo diminuir, quem sabe um dia???
    O texto leva a reflexão!!
    Bom domingo.
    Abs diretamente de Leiden, já quase saindo de viagem a China.

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  22. Oi amiga querida
    Vim te ver, saudades!!
    Que texto lindo voce escolheu para compartilhar...às vezes precisamos mesmo parar e refletir sobre o nosso viver...mudar sempre pra melhor...
    Que voce tenha uma semana de muitas alegrias.
    bjs
    Tina (SONHAR E REALIZAR)

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  23. Olá Ana, tudo bem?

    Esse texto é muito lindo. Nem sempre é tão simples

    de segui-lo, mais algumas coisas a gente tenta.

    um beijo

    Regina Célia

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